Opinião | Tudo, Tudo… E Nós

Autora: Nicola Yoon
Editora: Editorial Presença
Publicação: Setembro de 2016
Género: Romance Young Adult
Nº de Páginas: 319

SINOPSE

“Talvez não consigamos prever tudo, mas conseguimos prever algumas coisas. Por exemplo, vou com certeza apaixonar-me pelo Olly. É quase certo que isso vai ser uma desgraça.”

Maddy é alérgica ao mundo. Sair da casa esterilizada onde vive pode matá-la. Mas quando Olly se muda para a casa ao lado, Maddy apercebe-se de que existe mais vida para além daquela que conhece. Só há um primeiro amor e Maddy está disposta a arriscar tudo para ver até onde este sentimento a pode levar. Tudo, Tudo… E Nós é o livro que inspirou o filme Amor Acima de Tudo que estreia nos cinemas a 15 de junho 2017.

Capa: ★★★★★
Edição: ★★★★★
Escrita: ★★★★
Enredo: ★★★☆☆
Personagens: ★★★★★
Responsabilidade: ★★★☆☆
Sentimento: ★★★★★
Apreciação Geral: ★★★★☆

Aviso de Conteúdo: esta história inclui cenas de violência doméstica, depressão, suicídio, abuso emocional e psicológico;

Quando li O Sol Também É uma Estrela, gostei tanto que acabei por, inconscientemente, colocar a Nicola Yoon num pedestal, por isso, quando peguei em Tudo, Tudo… E Nós, mesmo sabendo que se tratava de um clichê, as expectativas eram altas.

Tem os ingredientes que esperava: uma protagonista cativante e espirituosa, uma escrita fluída, desta vez temperada por ilustrações absolutamente fenomenais, um romance fofinho, uma abordagem leve a temas pesados, reviravoltas inesperadas e um final enternecedor. Envolveu-me de tal forma que, desde que abri a primeira página, não a consegui largar.  

«Antes de o conhecer eu era feliz. Mas agora estou viva e isso são duas coisas diferentes.»

Há, no entanto, um aspecto que acho relevante mencionar. A protagonista, Maddy, sofre de uma doença rara que a impede de sair de casa e a história gira em torno de todas as impossibilidades que daí advêm, incluindo o romance principal. No entanto, a forma como a autora escolheu conduzir a narrativa retrata a doença como um problema que deve ser solucionado como condição exclusiva para a felicidade da protagonista, e como a @beatrizrocha_books tão bem apontou em um dos debates do nosso Clube do Livro, não é uma perspectiva de todo respeitosa ou minimamente empática com quem, de facto, vive com esta doença. Entendo o seu valor na imprevisibilidade da narrativa, mas sinto que faltou algum tacto na forma como a questão foi abordada no seu todo. 

Fez-me alguma confusão a forma como as coisas se resolveram e pareceu-me algo demasiado artificial, mesmo neste tipo de história. Ainda assim, é uma leitura que recomendo a quem sente falta de mergulhar de cabeça num romance fofinho. 

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